Lucro bilionário do Itaú contrasta com fechamento de vagas e agências

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O Itaú Unibanco encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido gerencial de R$ 12,2 bilhões, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reforça a forte rentabilidade do maior banco privado do país, impulsionada pela expansão do crédito e pelo aumento das receitas com tarifas bancárias.

A carteira total de crédito chegou a R$ 1,483 trilhão, com crescimento puxado principalmente pelo crédito imobiliário, consignado privado e operações destinadas a pequenas e médias empresas. Já as receitas com prestação de serviços e tarifas somaram cerca de R$ 12,5 bilhões no trimestre.

Mesmo com o resultado expressivo, o banco manteve a política de redução da estrutura física e do quadro de funcionários. Nos últimos 12 meses, foram fechados 4.620 postos de trabalho no Brasil, sendo 1.034 apenas entre janeiro e março deste ano. Além disso, 360 agências físicas foram encerradas no período.

Enquanto isso, o número de clientes segue crescendo. O Itaú alcançou a marca de 100,9 milhões de clientes, com aumento de 1,678 milhão em relação ao ano anterior.

As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) também avançaram e totalizaram R$ 10,1 bilhões, embora a inadimplência acima de 90 dias tenha permanecido estável em 1,9%.

Para o movimento sindical, o cenário evidencia a necessidade de debate sobre valorização dos trabalhadores e condições de trabalho no setor bancário. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, afirmou que o crescimento do lucro não pode ocorrer às custas do adoecimento físico e mental da categoria bancária.

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