A redução no resultado foi impactada principalmente pelo aumento das provisões para perdas com crédito (PCLD), que totalizaram R$ 6,5 bilhões, alta de 211,5% em 12 meses. Segundo o banco, o avanço reflete maior cautela diante do risco de inadimplência e mudanças contábeis aplicadas ao sistema financeiro.
Mesmo com a queda no lucro, a carteira de crédito da Caixa cresceu 11,3% em um ano e chegou a R$ 1,410 trilhão. O destaque continua sendo o crédito imobiliário, que avançou 13,9% na comparação anual. No trimestre, as contratações habitacionais somaram R$ 64,2 bilhões, alta de 30,6% sobre 2025.
A instituição também reforçou o seu papel na execução de políticas públicas, com R$ 105,5 bilhões pagos em benefícios sociais, incluindo Bolsa Família, INSS, seguro-desemprego e abono salarial.
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), por meio do coordenador Felipe Pacheco, destacou a relevância estratégica do banco, mas alertou para o aumento da pressão sobre os trabalhadores, com sobrecarga, metas elevadas e déficit de pessoal. O grupo defende valorização dos empregados e mais transparência nos programas de remuneração variável.


