Abertura do 36º CNFBB destaca defesa do Banco do Brasil público

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O 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB) foi aberto nesta quarta-feira (17) com a leitura do manifesto “Tolerância zero para casos de violência e assédio”, reforçando o compromisso das entidades sindicais com a construção de ambientes de trabalho mais seguros e respeitosos. O regimento interno do congresso também foi aprovado com ampla maioria, alcançando 98,92% de votos favoráveis.

A primeira mesa de debates abordou o papel do Banco do Brasil como instituição pública e o cenário atual do sistema financeiro. O economista Jorge Gouvêia criticou a estrutura de regulação e a autonomia do Banco Central, destacando os efeitos da alta taxa de juros sobre o desenvolvimento econômico do país.

Ele avaliou que mudanças implementadas no Banco do Brasil a partir de 2016 teriam reforçado uma orientação mais voltada ao mercado, com impactos como a redução de agências e empregos, além da diminuição do crédito voltado a pequenos produtores e maior foco na rentabilidade.

Em contraponto, foram lembrados períodos em que o banco teve atuação mais intensa no fomento ao desenvolvimento nacional, como na crise de 2008. Ao final, representantes sindicais ressaltaram a importância do debate para a defesa do caráter público do Banco do Brasil.

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