41º Conecef debate o sistema financeiro chinês e impactos no desenvolvimento do Brasil

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O 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) iniciou, nesta quarta-feira (17), debates reflexivos sobre o papel dos bancos públicos no desenvolvimento econômico e social, tendo como referência a experiência do sistema financeiro chinês.

A primeira mesa contou com a participação do deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR) e do professor e pesquisador Marcello Rodrigues de Azevedo (UERJ), que apresentaram análises sobre os desafios da classe trabalhadora e o funcionamento do sistema financeiro como instrumento de política pública.

Veneri destacou os impactos da precarização do trabalho e da chamada economia de plataformas, defendendo maior organização e conscientização política dos trabalhadores. O parlamentar também ressaltou a importância da mobilização social na conquista de direitos e na defesa de instituições públicas, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além da valorização dos empregos no setor.

Na sequência, o pesquisador Marcello Rodrigues de Azevedo apresentou um panorama do sistema financeiro chinês, destacando sua estrutura composta por bancos de políticas públicas, bancos comerciais estatais e uma ampla rede de instituições regionais de desenvolvimento. Segundo ele, a China utiliza o sistema bancário como instrumento estratégico para financiar infraestrutura, inovação tecnológica, agricultura, industrialização e desenvolvimento regional.

O especialista explicou que, no modelo chinês, o crédito é orientado por objetivos nacionais de longo prazo, e não apenas pela lógica de rentabilidade imediata. Ele também destacou a capilaridade do sistema financeiro no país, com instituições voltadas a regiões menores e áreas rurais, o que contribui para reduzir desigualdades e ampliar o acesso ao financiamento.

Outro ponto abordado foi a relação entre sistema financeiro e soberania. Marcello citou o desenvolvimento de plataformas próprias de pagamento internacional pela China, como forma de reduzir a dependência de sistemas financeiros controlados por outras potências, reforçando a autonomia econômica do país.

O pesquisador também ressaltou que a expansão do sistema bancário chinês foi acompanhada pela manutenção de uma ampla rede de trabalhadores no setor financeiro, combinando digitalização com presença física e atendimento regionalizado.

Ao final do debate, os participantes foram convidados a refletir sobre o papel dos bancos públicos brasileiros e sobre o modelo de desenvolvimento econômico adotado no país, especialmente em um cenário de transformações tecnológicas e mudanças no sistema financeiro global.

O Conecef segue até quinta-feira (18), reunindo empregados da Caixa para discutir o futuro da instituição e o fortalecimento de sua função social no desenvolvimento do Brasil.

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