Negociação com a Fenaban termina sem avanços e bancários convocam mobilização nacional

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A quarta rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários, realizada nesta terça-feira (21), terminou sem avanços nas principais reivindicações da categoria. O encontro foi marcado por impasses em temas considerados essenciais pelo movimento sindical, como a manutenção da mesa única de negociação, saúde dos trabalhadores e medidas para combater o endividamento dos bancários.

Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban colocou em discussão a possibilidade de separar as negociações entre bancos públicos e privados, proposta que foi rejeitada pelos representantes da categoria. Para o movimento sindical, a mesa única é uma conquista histórica que fortalece a negociação coletiva e garante direitos iguais para todos os bancários.

Outro ponto que gerou insatisfação foi a recusa da Fenaban em apresentar alternativas para reduzir o endividamento dos trabalhadores. A categoria defende a criação de uma linha de crédito com juros reduzidos, mas os bancos descartaram a proposta. Como alternativa, sugeriram apenas antecipar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), desde que a campanha salarial seja encerrada.

Na pauta da saúde, o Comando Nacional voltou a alertar para o aumento dos casos de adoecimento mental entre os bancários. Dados apresentados durante a negociação mostram que os transtornos psicológicos continuam sendo a principal causa de afastamentos na categoria. Entre as reivindicações estão o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e organizacional, limites ao monitoramento por algoritmos, garantia de atendimento adequado aos trabalhadores adoecidos e a implementação de medidas de prevenção aos riscos psicossociais.

De acordo com os representantes dos trabalhadores, a Fenaban chegou a ameaçar retirar cláusulas já existentes na Convenção Coletiva relacionadas à saúde, o que levou a negociação a um novo impasse. Após as discussões, ficou definido que o tema voltará à pauta na próxima rodada de negociações, marcada para o dia 30 de julho.

Como forma de pressionar os bancos por avanços nas negociações, o Comando Nacional também aprovou a realização de um Dia Nacional de Luta e Mobilização, em 28 de julho, com atividades em todo o país para defender as principais reivindicações da campanha salarial de 2026.

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