Brasil alcança 103,6 milhões de pessoas com trabalho e registra menor desemprego em 14 anos

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O Brasil chegou a 103,6 milhões de pessoas com trabalho em setembro de 2026, o maior contingente desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também mostram que a taxa de desemprego recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro.

O índice é o menor já registrado para um terceiro trimestre nos 14 anos de levantamento. Ao todo, o país contabilizou 5,6 milhões de pessoas desocupadas, uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior e de 6,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os destaques da pesquisa estão os recordes no número de empregadores, que chegou a 4,5 milhões, e de trabalhadores do setor público, com 13,2 milhões de pessoas.

RENDA TAMBÉM ATINGE RECORDE

Os indicadores de rendimento também apresentaram resultados positivos. O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.790, crescimento de 3,6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

A massa de rendimentos dos trabalhadores chegou a R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica, com aumento de 4,7% em um ano.

Apesar dos avanços, a informalidade ainda representa um desafio. O levantamento identificou 38,8 milhões de trabalhadores nessa condição, o equivalente a 37,5% da população ocupada. Outro dado que chama a atenção é o contingente de 2,5 milhões de pessoas desalentadas, que desejam trabalhar, mas desistiram de procurar emprego.

JUROS E GERAÇÃO DE EMPREGO

Na avaliação do economista e técnico do Dieese Gustavo Cavarzan, os juros elevados continuam limitando o potencial de crescimento da economia e a geração de empregos e renda. Para ele, uma redução da taxa Selic poderia favorecer um desempenho ainda melhor do mercado de trabalho.

Os números reforçam a expansão da ocupação e o crescimento dos rendimentos no país. Entretanto, a manutenção de altos índices de informalidade e os obstáculos ao crescimento econômico mostram que ainda há desafios para garantir empregos mais estáveis, melhores salários e maior qualidade de vida para os trabalhadores.

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