Os bancários do Itaú irão avaliar, no dia 13 de janeiro de 2026, o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociado entre o banco e a representação dos trabalhadores. O acordo, que terá validade até 31 de dezembro de 2026, será submetido à votação em assembleias organizadas pelos sindicatos em todo o país.
O ACT estabelece normas importantes relacionadas às condições de trabalho da categoria, incluindo regras para o Registro de Ponto Eletrônico, Banco de Horas, quitação das marcações de ponto, teletrabalho e Bolsa Educação. O texto também prevê ações voltadas à saúde, acolhimento e proteção dos bancários, temas que seguem como prioridade diante das transformações no setor financeiro.
Entre os avanços do acordo está a incorporação do debate sobre ética no uso da tecnologia nas relações de trabalho, um assunto cada vez mais presente no cotidiano dos bancários, especialmente com o avanço de sistemas digitais e ferramentas de monitoramento.
Outro destaque é a criação de uma mesa bipartite permanente entre representantes dos trabalhadores e do banco. O espaço terá como objetivo discutir processos de reestruturação, fechamento de agências e demais mudanças organizacionais, garantindo diálogo contínuo sobre impactos no emprego, nas condições de trabalho e no atendimento à população.
De acordo com a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, o acordo reflete o esforço de negociação entre as partes. “O ACT é fruto de muita negociação e diálogo. Ele estabelece regras importantes sobre jornada, teletrabalho e saúde, além de criar um espaço permanente para discutir reestruturações, algo essencial diante das mudanças constantes promovidas pelo banco”, destacou.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Preto e região, Júlio César Grochovski, ressalta a importância da participação da categoria na votação “A participação dos bancários na assembleia é fundamental para a deliberação sobre o acordo. Participem!”, disse.


