Bancários do Banco Safra enfrentaram uma redução inesperada nos valores do programa Safra Performance, mesmo após o cumprimento, e em muitos casos, a superação das metas estabelecidas para 2025. A decisão foi comunicada às vésperas do Natal e gerou indignação entre os trabalhadores.
Segundo o banco, o corte ocorreu devido ao teto orçamentário do programa. Ao ultrapassar o limite previsto, o excedente teria sido automaticamente descontado dos valores a serem pagos. Na prática, a medida penaliza os setores com maior desempenho ao longo do ano.
Relatos recebidos pelo Sindicato apontam que a redução chegou a 20%
Embora ajustes semelhantes já tenham ocorrido em períodos anteriores, nunca houve um impacto tão significativo. Desta vez, o desconto surpreendeu não apenas pelo percentual, mas também pela ausência de aviso prévio.
“Todos os setores foram afetados. Trabalhamos duro ao longo de 2025, superamos a meta estabelecida e mesmo assim tivemos 20% descontados do Safra Performance. Foi uma surpresa extremamente desagradável para todos que se dedicaram durante o ano inteiro”, afirma bancária. Outro ponto alegado é a ausência de transparência durante o processo. Os bancários não têm acesso ao sistema para verificar se o orçamento anual foi, realmente, atingido. De acordo com o comunicado interno, o teto do Safra Performance em 2025 foi de R$ 52,6 milhões, valor que teria sido ultrapassado no mês de dezembro. A justificativa do banco é a necessidade de manter o enquadramento às políticas internas.
Para o Sindicato dos Bancários de Rio Preto e região, a situação é grave. A diretoria questiona a falta de transparência, a interrupção das atualizações do programa e o impacto direto na remuneração dos trabalhadores. “Metas atingidas não podem se transformar em prejuízo. O trabalhador não pode ser penalizado por entregar resultado”, afirma o presidente do Sindicato, Júlio César Grochovski. O Sindicato segue cobrando explicações formais do banco e acompanhando os desdobramentos do caso.


