O debate sobre mudanças na jornada de trabalho voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional após a apresentação de um projeto de lei pelo governo federal que propõe alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A proposta prevê a redução da jornada máxima para 40 horas semanais e a garantia de dois dias de descanso semanal remunerado. O texto também busca enfrentar o modelo de escala 6×1, em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para apenas um dia de descanso.
De acordo com o projeto, a redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial, preservando remunerações e direitos já estabelecidos. O governo argumenta que jornadas mais longas e períodos reduzidos de descanso estão associados ao aumento de doenças ocupacionais, acidentes de trabalho e impactos negativos na qualidade de vida.
A discussão ocorre em meio a um cenário de transformação no mercado de trabalho, com a expansão de novas modalidades de contratação e o avanço da digitalização da economia.
Representantes do movimento sindical acompanham a tramitação da proposta no Legislativo e defendem o avanço de medidas que ampliem a proteção e a qualidade de vida dos trabalhadores.
Segundo lideranças sindicais, a redução da jornada pode representar um avanço na modernização das relações de trabalho, equilibrando produtividade e bem-estar.
A Câmara dos Deputados também abriu uma enquete pública para que a população opine sobre o projeto, permitindo a participação direta dos cidadãos no debate.
O projeto segue em análise no Congresso Nacional e ainda não tem previsão de votação final.


