O encerramento de cerca de 250 agências do Itaú Unibanco em todo o país tem provocado superlotação nas unidades remanescentes e dificultado o acesso da população aos serviços bancários, especialmente nas periferias.
Com menos agências em funcionamento, clientes enfrentam filas longas, demora no atendimento e falta de estrutura. Bancários relatam sobrecarga de trabalho, pressão constante e adoecimento. “O que estamos vendo é um desmonte do atendimento bancário. Fecham agências, sobrecarregam quem fica e eliminam postos de trabalho, tudo em nome do lucro. Essa lógica adoece trabalhadores e exclui a população, especialmente quem mais precisa do serviço presencial, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Preto e região, Júlio César Grochovski.
Segundo a Contraf-CUT, 241 agências já foram fechadas e outras nove seguem em processo de encerramento. Entre os trabalhadores afetados, 79% foram realocados, 3% pediram demissão e 18% foram desligados, mesmo com o banco registrando lucros bilionários.
A coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, critica a medida e afirma que o fechamento aprofunda a exclusão bancária. A Contraf-CUT orienta que a população registre reclamações nos Procons diante da precarização do atendimento.


