O Comando Nacional dos Bancários se reuniu com a Fenaban nesta segunda feira (2), para discutir avanços nas políticas de igualdade de oportunidades e combate à violência de gênero no setor bancário. Entre as pautas abordadas em mais uma rodada da mesa de negociações permanentes “Igualdade da Mulher Bancária e de Igualdade de Oportunidades” estão:
Pacto pelo fim da violência
A categoria é pioneira na implementação de cláusulas na CCT que criam canais de acolhimento a funcionárias vítimas de violência doméstica e garantem apoio para proteção contra agressores. O programa “Basta! Não irão nos calar!” contabilizou 542 atendimentos, 518 ações judiciais e 313 medidas protetivas, reforçando a importância da efetividade dos bancos na proteção às mulheres.
4º Censo da Diversidade
O 4º Censo da Diversidade (2025) revelou aumento da presença de negros e negras no setor, que passaram de 19% (2008) para 33% do quadro, embora o setor continue majoritariamente masculino. A categoria também exigiu melhorias na divulgação de vagas para ampliar acesso e oportunidades.
Mais Mulheres na TI
O programa “Mais Mulheres na TI” oferece bolsas de capacitação para reduzir a queda da participação feminina nas áreas de tecnologia. Até o momento, 2.500 bolsas foram concedidas pela Programaria e 101 pela Laboratória, com alta representatividade de mulheres negras, indígenas, LGBTQIA+ e mães.
Comitê de gestão de crise
Os bancários também discutiram a atuação dos Comitês de Gestão de Crise, previstos na CCT 2024, para proteger trabalhadores em locais atingidos por calamidades. A reunião começou com um minuto de silêncio em memória de Liana Martins de Paula, bancária da Caixa, vítima das tragédias na Zona da Mata mineira.


