Mesmo com lucro de quase R$ 10 bilhões, Santander corta 5.965 empregos em 12 meses

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O Santander encerrou os primeiros nove meses de 2026 com lucro líquido gerencial de R$ 9,687 bilhões. Apesar do resultado expressivo, a instituição eliminou 5.965 postos de trabalho em 12 meses, dos quais 1.545 apenas no terceiro trimestre. Os números reforçam a preocupação das entidades sindicais com a política de redução do quadro de funcionários e da rede de atendimento do banco.

Em setembro, o Santander contava com 45.782 empregados, contra 51.747 no mesmo mês de 2025. No sentido contrário, a carteira de clientes aumentou em 3,2 milhões, alcançando 72,9 milhões de pessoas. A estrutura física também foi reduzida, com o fechamento de 134 agências e 101 postos de atendimento bancário (PABs).

Embora o lucro acumulado tenha apresentado queda de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado continua bilionário. No terceiro trimestre, foram R$ 2,885 bilhões.

RECEITAS COM TARIFAS SUPERAM DESPESAS COM PESSOAL

Outro destaque do balanço é a diferença entre o que o banco arrecada com serviços e tarifas e o que destina aos seus funcionários. Entre janeiro e setembro, as receitas com prestação de serviços e tarifas somaram R$ 17,2 bilhões, enquanto as despesas com pessoal e participação nos lucros e resultados (PLR) ficaram em R$ 9,034 bilhões.

O valor arrecadado com tarifas correspondeu a 190,1% das despesas com pessoal e PLR. No mesmo período, a carteira de crédito ampliada chegou a R$ 721,3 bilhões, crescimento de 4,7% em 12 meses.

ENTIDADES COBRAM VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES

“É contraditório que o Santander amplie sua carteira de clientes e mantenha resultados bilionários enquanto promove cortes expressivos no quadro de funcionários e fecha unidades de atendimento. Essa política gera sobrecarga, intensifica a cobrança por metas e prejudica tanto os trabalhadores quanto a população que depende dos serviços bancários. O Sindicato dos Bancários de São José do Rio Preto e Região defende a preservação dos empregos, condições dignas de trabalho e um atendimento de qualidade. O lucro não pode estar acima das pessoas. Os trabalhadores precisam ser valorizados e respeitados, pois são fundamentais para os resultados da instituição,” afirma a diretoria.

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