Em setembro, o Santander contava com 45.782 empregados, contra 51.747 no mesmo mês de 2025. No sentido contrário, a carteira de clientes aumentou em 3,2 milhões, alcançando 72,9 milhões de pessoas. A estrutura física também foi reduzida, com o fechamento de 134 agências e 101 postos de atendimento bancário (PABs).
Embora o lucro acumulado tenha apresentado queda de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado continua bilionário. No terceiro trimestre, foram R$ 2,885 bilhões.
RECEITAS COM TARIFAS SUPERAM DESPESAS COM PESSOAL
Outro destaque do balanço é a diferença entre o que o banco arrecada com serviços e tarifas e o que destina aos seus funcionários. Entre janeiro e setembro, as receitas com prestação de serviços e tarifas somaram R$ 17,2 bilhões, enquanto as despesas com pessoal e participação nos lucros e resultados (PLR) ficaram em R$ 9,034 bilhões.
O valor arrecadado com tarifas correspondeu a 190,1% das despesas com pessoal e PLR. No mesmo período, a carteira de crédito ampliada chegou a R$ 721,3 bilhões, crescimento de 4,7% em 12 meses.
ENTIDADES COBRAM VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES
“É contraditório que o Santander amplie sua carteira de clientes e mantenha resultados bilionários enquanto promove cortes expressivos no quadro de funcionários e fecha unidades de atendimento. Essa política gera sobrecarga, intensifica a cobrança por metas e prejudica tanto os trabalhadores quanto a população que depende dos serviços bancários. O Sindicato dos Bancários de São José do Rio Preto e Região defende a preservação dos empregos, condições dignas de trabalho e um atendimento de qualidade. O lucro não pode estar acima das pessoas. Os trabalhadores precisam ser valorizados e respeitados, pois são fundamentais para os resultados da instituição,” afirma a diretoria.


