Paulo Guedes chama funcionários públicos de “parasitas“.

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O ministro de Bolsonaro quer a aprovação da reforma administrativa que retira direitos de funcionários públicos ainda este ano.

Seguindo o discurso de enfraquecimento do Estado e ataque aos direitos dos trabalhadores, o ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, disse durante uma palestra no seminário Pacto Federativo, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que os funcionários públicos são “parasitas”, que estão “matando o hospedeiro”.

Para justificar o discurso e pretensões do governo, Guedes disse ainda que 90% da arrecadação do governo é destinada ao pagamento do funcionalismo público, e que o reajuste salarial é excessivo.

“O governo brasileiro está quebrado porque gasta 90% da sua receita com o funcionalismo. O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo. O cara (funcionário público) virou um parasita e o dinheiro não está chegando no povo”, disse Guedes.

Ainda defendendo a reforma administrativa, Guedes citou os Estados Unidos como exemplo de sistema que fica “quatro, cinco anos sem ajustar o salário do funcionalismo”.

Para o presidente do sindicato dos Bancários de Rio Preto, Aparecido Roveroni, o discurso do ministro Paulo Guedes ressalta o que já vem ocorrendo nos Bancos públicos com os anúncios de fatiamento e privatização de áreas lucrativas e fundamentais na manutenção das atividades.

Já para o vice-presidente regional do sindicato, Hilário Ruiz, a fala do ministro é mais uma amostra de que a intenção do governo é convencer a população das ações de enfraquecimento dos bancos públicos e do estado forte.

“Querem convencer a população de que o estado mínimo é a melhor opção, colocando a culpa nos empregados que se dedicam diariamente na prestação do serviço público e nas instituições. Para privatizar, precisam fazer essa campanha de terror e promover o sucateamento” disse Hilário Ruiz.

Para o diretor do Sindicato Daniel Vitolo, o momento requer envolvimento de todos na defesa dos bancos e instituições públicas.
“Estamos promovendo ações no sentido de unir os trabalhadores e conscientizar a sociedade da importância de combater as ações que atacam os direitos dos trabalhadores e enfraquecem as instituições, como vem ocorrendo com a Caixa e Banco do Brasil”, concluiu Daniel.

Fonte: R7 com edição do Sindicato dos Bancários de Rio Preto e região.

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