Por meio de campanha, Santander impõe metas abusivas durante a pandemia

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Craques convidados a entrar em campo para vender ‘10 produtos até o dia 10 de junho’. Trilha sonora digna de grandes competições. Foi com a peça publicitária ‘#EuSou10’, que o Santander tentou mascarar mais uma vez a sua irresponsabilidade com os seus funcionários – imposição de metas abusivas durante a pandemia, criando ambiente de disputa e medo de demissão.

Segundo o Secretário Geral eleito da Afubesp, Mário Raia, o banco não parou por aí. “Criaram a ferramenta ‘Motor de Vendas’ e o desafio passou a ser de 10 produtos em um dia,” indigna-se.

E não é para menos. A campanha agressiva do Santander vai de encontro com o comprometimento do mesmo em mesa de negociação no início da doença no país, em cobrar metas com razoabilidade, para garantir segurança e a saúde física e emocional dos bancários.

Além disso, vem na mesma época em que o banco demitiu, sem justa causa, pelo menos 15 trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e da divulgação, feita pelo jornal Folha de S. Paulo, em que a instituição financeira poderia cortar 20% do quadro de funcionários, o que significaria 9.438 brasileiros a mais desempregados. “Estamos vendo um processo grande de demissões em todo território nacional. Na nossa avaliação, esse programa de rendimento é justificativa para promover esses cortes,” ressalta Mário, que também é diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Precisamos de paz

Outra falta de comprometimento do banco espanhol é em relação ao home office, conquista da categoria em negociação entre o Comando Nacional e a Fenaban também no início da pandemia do novo coronavírus.

O que era para ser uma forma de proteção e tranquilidade, o trabalho remoto tem causado transtornos aos bancários, devido à falta de estrutura adequada para a execução do trabalho.

“Muitos estão cumprindo suas atividades de maneira precária, comprometendo sua produtividade. Esta situação, somada à cobrança exaustiva por parte dos gestores, vem causando desgastes e instabilidade. Tudo o que os trabalhadores precisam é de estrutura compatível com as funções que eles devem exercer, além de motivação. É responsabilidade do banco promover esse ambiente”, completa o Secretário Geral da Afubesp.

Fonte/Reprodução: Afubesp

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