Santander exige compensação de horas em dias de jogos da Seleção e gera insatisfação entre bancários

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A decisão do Santander de exigir a compensação das horas não trabalhadas durante os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 provocou descontentamento entre os funcionários do banco. A medida vai na contramão da postura adotada por outras instituições financeiras, que optaram pelo abono do período como forma de permitir que os empregados acompanhassem as partidas sem prejuízo.

Para os órgãos representantes dos trabalhadores, a exigência demonstra falta de sensibilidade diante de um evento que mobiliza o país e reforça a política de cobrança e metas já enfrentada pelos bancários no dia a dia.

A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Santander, Ana Marta Lima, criticou a decisão e afirmou que o banco perdeu a oportunidade de valorizar seus funcionários.

“A ganância do Santander mais uma vez fala mais alto. Enquanto outros grandes bancos compreenderam a importância de liberar seus trabalhadores sem prejuízo, o Santander preferiu impor a compensação das horas, ignorando um momento de integração vivido por todo o país”, declarou.

De acordo com a dirigente, a reivindicação apresentada pelas entidades representativas era pelo abono das horas, evitando qualquer impacto aos empregados. Ela lembra que os bancários já convivem com metas elevadas, redução de pessoal e aumento da sobrecarga de trabalho.

Na avaliação da Contraf-CUT, a decisão frustrou a expectativa dos trabalhadores e evidencia a necessidade de ampliar o diálogo com o banco sobre valorização profissional e melhores condições de trabalho.

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