Santander lucra R$ 3,8 bilhões, mas intensifica fechamento de postos de trabalho

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O Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 1,9% em 12 meses e de 7,3% em relação ao trimestre anterior. Mesmo com o resultado positivo, o banco manteve a estratégia de redução de custos, com fechamento de unidades e demissões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 16%, influenciado pela redução da margem financeira e pelo impacto dos juros. No cenário global, o grupo Santander teve lucro de € 3,56 bilhões, alta de 12,5% no ano.

A carteira de crédito atingiu R$ 705,6 bilhões, com crescimento anual de 3,4%, mas a inadimplência subiu para 3,3%, especialmente entre clientes de menor renda e pequenas empresas. As provisões para perdas chegaram a R$ 5,828 bilhões, com aumento trimestral.

As receitas com tarifas bancárias somaram R$ 5,783 bilhões, enquanto as despesas com pessoal ficaram em R$ 3,074 bilhões. O resultado mostra que as tarifas cobrem quase duas vezes a folha de pagamento do banco. Mesmo com a base de clientes crescendo para 71,6 milhões, o Santander eliminou 6.196 postos de trabalho em 12 meses, encerrando março com 49.107 empregados. Também foram fechadas 258 agências e 225 postos de atendimento, em meio à aceleração da digitalização.

Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, o cenário revela contradição entre lucro e gestão de pessoas. Já a dirigente da Contraf-CUT, Rita Berlofa, critica o modelo adotado pelo banco e cobra valorização dos trabalhadores. As lideranças defendem que os dados reforçam a necessidade de mobilização da categoria nas negociações coletivas.

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