Santander suspende acordo de hipersuficiência após pressão sindical e levanta debate sobre direitos

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Após pressão do movimento sindical, o Santander suspendeu a aplicação dos acordos de hipersuficiência destinados a parte dos funcionários com ensino superior e salários acima de dois tetos do INSS.

A medida vinha sendo aplicada por meio de termos individuais de “atualização do contrato de trabalho”, sem negociação coletiva, o que gerou críticas de entidades sindicais e denúncias de trabalhadores.

Segundo a representação sindical, os documentos previam mudanças como fim do controle de jornada e retirada do pagamento de horas extras. A orientação é para que os trabalhadores não assinem os termos e denunciem qualquer tipo de pressão.

O tema foi discutido em reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) com o banco. O Santander informou que a suspensão vale até a conclusão de uma análise jurídica interna.

Fechamento de agências
Na mesma reunião, foram apresentados dados sobre o enxugamento da rede física: o banco encerrou 575 unidades (agências e postos de atendimento) em 2025, o que representa redução de 26%. Apenas no primeiro trimestre de 2026, foram fechadas mais 63 unidades.

Para os trabalhadores, o movimento aumenta a sobrecarga nas agências restantes e impacta o atendimento à população.

O banco afirmou que a maior parte dos fechamentos já foi realizada e que novos ajustes devem ser pontuais, com monitoramento de unidades com maior fluxo.

O tema também dialoga com as diretrizes discutidas com a Fenaban, que reúne os bancos em negociações com a categoria.

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