O Brasil vive uma transformação no acesso aos serviços financeiros: em dez anos, o número de agências bancárias caiu 37%, passando para pouco mais de 14 mil unidades. O dado, destacado em reportagem da Folha de S.Paulo, reflete tanto o avanço das tecnologias digitais quanto a estratégia dos bancos de reduzir custos.
Com a popularização de aplicativos e plataformas online, os clientes passaram a realizar a maior parte das operações de forma remota. No entanto, essa mudança tem gerado impactos significativos, principalmente para quem ainda depende do atendimento presencial.
Desde 2015, 638 municípios ficaram sem qualquer agência bancária, afetando cerca de 6,9 milhões de pessoas. Atualmente, quase metade das cidades brasileiras não possui atendimento físico, o que atinge aproximadamente 19,7 milhões de cidadãos, especialmente idosos, pequenos empreendedores e moradores de regiões menores.
Além de dificultar o acesso a serviços financeiros, o fechamento das agências também contribui para o esvaziamento de áreas centrais urbanas e levanta preocupações sobre o aumento das desigualdades.
Para representantes do setor, como o presidente do Sindicato dos Bancários de São José do Rio Preto e Região, Júlio César Grochovski, o cenário evidencia um desafio: equilibrar inovação e eficiência com inclusão, garantindo que toda a população tenha acesso adequado aos serviços bancários.


