Os bancários de todo o país intensificam a mobilização nesta quinta-feira, 20 de agosto, com o Dia Nacional de Paralisação. A mobilização foi aprovada por cerca de 90% da categoria nas assembleias realizadas pelos sindicatos.
A decisão ocorre após a Fenaban recuar de propostas rejeitadas por 97% dos bancários, mas não apresentar, até o momento, um índice de reajuste salarial.
Entre as reivindicações da categoria estão aumento real nos salários, valorização da PLR, VA e VR, reajuste do piso de ingresso, melhores condições de trabalho e medidas contra as demissões.
Durante a negociação, os bancos chegaram a pedir a suspensão da paralisação como condição para a continuidade das tratativas. O Comando Nacional rejeitou a proposta e manteve o movimento.
A categoria também cobra a garantia da ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), para assegurar a manutenção dos direitos enquanto as negociações não forem concluídas.
A mobilização acontece antes da retomada das negociações entre o Comando Nacional e a Fenaban, marcada para segunda-feira (24).
Os bancários destacam ainda os resultados expressivos do setor: em 2025, o patrimônio líquido dos bancos chegou a R$ 1,2 trilhão, enquanto os trabalhadores enfrentam redução de postos, pressão por produtividade e cortes nas despesas com pessoal.


