O principal alerta das entidades sindicais é o avanço do adoecimento mental na categoria. Dados do DIEESE apontam que os afastamentos por doenças mentais e comportamentais mais que dobraram na última década, chegando a 51,8% em 2024. Pesquisas também indicam altos índices de estresse, ansiedade, cansaço e queda na qualidade de vida entre bancários.
Segundo o movimento sindical, o cenário está diretamente ligado à pressão por metas, assédio moral e sobrecarga de trabalho, intensificados por mudanças tecnológicas e reestruturações no setor.
Para os representantes dos trabalhadores, o problema exige mudanças estruturais na gestão dos bancos e o cumprimento das Normas Regulamentadoras, como a NR-1, NR-7 e NR-17, além das cláusulas de proteção à saúde previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A categoria deve levar à mesa de negociação a cobrança por ambientes de trabalho mais saudáveis e pelo fim das práticas que contribuem para o adoecimento dos trabalhadores.


