Encontro Nacional do Bradesco define reivindicações específicas

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Bancários do Banco Bradesco participaram nesta terça-feira, 14, por meio de videoconferência do Encontro Nacional. O objetivo foi definir pontos gerais da Campanha Nacional 2020, programada para a próxima sexta (17) e sábado (18). Participaram das discussões 95 delegados, dentre eles, o vice-presidente regional do sindicato de Rio Preto e dirigente da FEEB, Hilário Ruiz. A programação abordou ainda, por meio de palestras, os temas economia e transformação no mundo do trabalho.

Os debates defenderam como prioridades garantias como mesa única de negociação e emprego, defesa da Convenção Coletiva de trabalho (CCT), defesa das empresas públicas, teletrabalho e movimento Fora Bolsonaro.

“A Federação dos Bancários do Estado de São Paulo indicou 8 dirigentes da base da federação do qual fui indicado. O debate se concentrou nas questões internas do banco e todos os desafios que a gente tem pela frente de se criar e organizar uma campanha salarial, pontuando os problemas que serão levados ao banco. Uma das questões que está sendo debatida é a queda de 39,8% do lucro líquido do banco no primeiro trimestre de 2020, o que traz uma certa preocupação por que os bancos quando o lucro cai, a primeira medida deles é cortar gastos em cima dos funcionários, reduzindo os postos de trabalho, reduzindo ou pelo menos segurando ali a questão das reposições salariais, então isso demonstra o grande desafio que nós vamos ter na campanha salarial” destacou Hilário Ruiz.

Economia e transformação
Os temas econômica e transformação no ambiente de trabalho foram pautas de duas palestras incluídas na programação. A economista Vivian Machado, da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), comparou números do primeiro trimestre de 2020 do Banco com o mesmo período no ano passado.

“Apesar da queda no resultado, o banco segue forte e dá pistas de que manterá grande parte do seu quadro em home office, apostando no digital”, destaca a economista.

O segundo tema foi abordado pelo sociólogo e assessor técnico das centrais sindicais, Clemente Ganz Lúcio, que destacou a transformação da organização sindical diante dos impactos causados pelos avanços tecnológicos no mundo do trabalho. Abordou ainda os avanços da tecnologia que foram agilizados pela pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19).

“Nossas tarefas agora serão enfrentar a crise atual, fazer uma boa campanha salarial e pensar os sindicatos, como instrumentos capazes de serem efetivamente escudos de proteção à classe trabalhadora e ao mesmo tempo um grande protagonista na disputa da democracia”, alertou.

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