Mudanças geram (ainda mais) sobrecarga no Santander

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O Santander diminui consideravelmente o número de trabalhadores em muitas agências da cidade de São Paulo e da sua região metropolitana. A reestruturação feita no primeiro semestre de 2019 unificou as funções de caixa, coordenador de atendimento e assistente gerencial em um único cargo: gerente de negócios e serviços (GNS).

Quando o serviço aumenta, o GNS tem de se deslocar ou para o caixa ou para o atendimento gerencial, dependendo de onde a demanda é maior. Além disso, retirou os caixas de algumas agências que, segundo o banco, não teriam perfil para manter este serviço.

Um caixa foi mantido em outras agências cujo banco considera o número de serviços operacionais satisfatório. Nessas unidades, o fluxo de trabalho tem se intensificado, e esses bancários não estão dando conta. Diante deste cenário, o gerente de negócios e serviços tem de ficar intercalando o atendimento gerencial com o atendimento operacional.

A fusão de agências e o aumento do número de postos de atendimento (agência apenas com atendimento gerencial) tem provocado sobrecarga de trabalho nas agências que mantém este serviço.

Mais um agravante: em muitas agências, o mesmo gerente vai atender a conta PF e PJ do cliente (gerente Duo). Muitos destes trabalhadores reclamaram que os cursos do Netcurso não são suficientes para este atendimento. Para piorar, os trabalhadores têm de fazer o Netcurso em paralelo ao atendimento aos clientes, quando deveriam ficar exclusivamente focados no treinamento.

Todos estes problemas têm gerado agências cada vez mais cheias, atendimento precário aos clientes e sobrecarga de trabalho.

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