Sindicato promove protesto em Rio Preto contra demissões de bancários

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O Sindicato dos Bancários de Rio Preto e Região promoveu nesta quinta-feira(29) uma série de protestos nas agências dos bancos Itaú, Santander e Bradesco de São José do Rio Preto, contra as demissões de bancários realizadas em desacordo com o sindicato.

A mobilização de nível nacional, foi realizada em Rio Preto e contou com a participação dos bancários e dirigentes sindicais Darci Barros, Daniel Vitolo, Hilário Ruiz, Júlio Cesar, Devair Siva e Jurandir Garcia.

 

Hilário Ruiz, vice-presidente regional do Sindicato, destacou que “a mobilização é uma resposta da categoria contra o desrespeito dos bancos que insistem nas demissões mesmo no período de pandemia, contrariando acordos firmados entre os sindicatos e representantes dos bancos. É um dia de luta em defesa do emprego pois quem lucra bilhões todos os anos, como o sistema financeiro privado, não pode estar na contramão da geração de empregos”.

Segundo informações do diretor do sindicato Daniel Vitolo, só nos últimos dois meses, em São José do Rio Preto, foram 20 demissões no banco Bradesco e quase 20 demissões em agências do banco Santander. Duas agências do banco Bradesco foram fechadas na cidade.

Por meio de comunicado o sindicato dos bancários exigiu que as demissões sejam suspensas e que o compromisso em não demitir durante a pandemia seja reativado. “As instituições financeiras reúnem todas as condições para manter os bancários em seus postos de trabalho. Não é uma questão de ter condições, mas sim de respeito ao emprego, ao trabalhador bancário, e aos clientes que merecem atendimento de qualidade” disse Júlio Cesar, bancário do Itaú e dirigente sindical.

Confira na íntegra a carta aberta do Sindicato:

“Banqueiros Lucram Bilhões e demitem em plena Pandemia
#QuemLucraNãoDemite
Os três maiores bancos privados do país romperam o compromisso assumido com os sindicatos bancários, em abril deste ano, em não demitir durante a pandemia do novo coronavírus. No primeiro semestre, o Itaú demitiu 400 bancários; o Bradesco demitiu mais de 500 bancários, no último dia 28 de setembro, em comunicado interno, anunciou o pagamento de benefício adicional no desligamento sem justa causa; e o Santander sagrou-se campeão de demissões: cerca de mil postos de trabalho fechados desde maio último. Ao contrário de vários setores da economia nacional, os bancos atravessaram a pandemia, declarada em março deste ano, e continuam a travessia sem abalo em suas estruturas. O serviço bancário não parou, seja dentro das agências ou via teletrabalho (home office). Inclusive o governo federal editou Medida Provisória (MP) alterando a regulamentação dos bancos para permitir a oferta de crédito às micros, pequenas e médias empresas; e o Banco Central (BC) liberou as chamadas PDDs (Provisão para Devedores Duvidosos). Resultado: lucratividade mantida no primeiro semestre deste ano. O Itaú lucrou R$ 8,117 bilhões; o Bradesco, R$ 7,626 bilhões; e o Santander, R$ 5,989 bilhões. Aliás, a meta do banco espanhol é reduzir 20% do quadro de pessoal no Brasil, país responsável por 29% do total de seu lucro mundial. O sindicato dos bancários exige que as demissões sejam suspensas e que o compromisso em não demitir durante a pandemia seja reativado. As instituições financeiras reúnem todas as condições para manter os bancários em seus postos de trabalho em respeito ao emprego e a você cliente que merece atendimento de qualidade.
CHEGA DE DEMISSÕES!!!!!!”

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